Monja Coen

Monja Coen Roshi é uma monja zen budista brasileira de ascendência portuguesa,  missionária oficial da tradição zen-budista Soto Zenshu, com sede no Japão. Teve sua formação inicial em Los Angeles, nos Estados Unidos, e completou o mestrado no Mosteiro Feminino de Nagoya, no Japão, onde praticou como noviça e monja oficial por doze anos. Atua como monja e mestra dos ensinamentos de Buda, além de escrever e dar palestras em todo o Brasil e em países como Japão, Portugal e Suíça.




Monja Coen

  • A felicidade não pode depender diretamente do dinheiro. Não podemos ficar apegados ao dinheiro por si mesmo, como se só por ter o dinheiro na minha mão eu vou ser feliz.
  • A sabedoria não vem do acerto, mas do aprendizado com os erros.
  • A vida é maravilhosa. Tão rápida e tão breve. Por que eu não a aprecio?
  • Algumas vezes, na rua, em casa, no bar, na vida comum, o golpe correto pode ser o não golpe, o silêncio, a humilde retirada do forte que não se dobra ao fraco, mas caminha livre pela senda da virtude.
  • Como a vida está no fio. Se o planeta Terra levantar o ombrinho, tudo se desfaz. Esse é um ensinamento básico de Buda, que nada é fixo.
  • Criamos uma fantasia sobre o que é a felicidade, como se fosse um estado permanente de alegria e contentamento com a existência.
  • É fácil provocar a raiva em outra pessoa, um olhar de pouco caso, um desrespeito, um insulto. Mas o grande guerreiro consegue vencer essa batalha. Não pelo soco, pelas técnicas de luta física, mas pelo controle de si mesmo.
  • É preciso falar com assertividade e doçura, sem exigir o que os outros não têm para dar, mas provocá-los a procurar pelo seu melhor.
  • Podemos juntos transformar a maneira de ser dos habitantes da Terra.
    Com isso modificaremos o habitat. Faremos daqui o local, não da espera, mas do chegar.
    Onde se fica bem. Onde a vida cuida com cuidado uns dos outros.
    Pois tudo que queremos aqui mesmo se alcança.
  • Faça o bem, fale o bem, pense o bem. Perceba que cada ser que encontramos é um ser iluminado, disfarçado a nos mostrar o Caminho. Alguns nos mostram como não devemos ser. Outros como devemos ser.
  • Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós.
  • Hoje eu sei que intersomos, interconectados com tudo que existe. Somos um só corpo e uma só vida. Estamos em rede. Na rede de Indra, feita de raios luminosos e em cada intersecção uma joia recebendo e emitindo raios em todas as direções.
  • Hoje eu sei que somos corresponsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e que não adianta reclamar, é preciso agir para transformar.
  • Mantenha viva a chama do amor incondicional e saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.
  • Não dê força às coisas que são prejudiciais. Não dê atenção a seus obstáculos. Eles existem; respeite-os, mas passe por eles.
  • Não desistam de vocês. Não percam o maravilhamento com a existência. Ela está em coisas simples, numa planta, numa árvore, numa criança, em você. Em seus pensamentos e capacidade de acessar a sabedoria perfeita.

Monja Coen




  • Naquele momento, eu achava que aquelas pessoas eram tão importantes e algumas delas eu não lembro nem a face. Nem o nome. Não é maravilhoso?
  • Nós somos feitos de tudo que existe no universo. Se não cuidarmos de tudo, não estamos cuidando de nós.
  • Nossa capacidade de compreender a realidade, de observar em profundidade fica comprometida se não nos questionarmos.
  • O que é conformar-se, o que é aceitar? O que é gratidão verdadeira mesmo sem ter nada? Às vezes tendo nada temos mais, por que não tem nada a perder. As coisas mudam. Não há nada fixo, nem nada permanente. Então não reclame. Quanto mais você reclama mais você entra num círculo vicioso de não poder sair do buraco em que se meteu.
  • O que mais nos prejudica é a criação egocêntrica do “eu primeiro”. Quando colocamos esse “eu” no devido lugar, ele se transforma em “nós”.
  • Para atingir nossos objetivos é preciso agir. Não devemos pensar que “um dia alcançaremos o que desejamos”. Na verdade, ao praticar, já estamos conseguindo.
  • Quando se tem propósito de vida, vive porque sente prazer no trabalho, no estudo, as coisas dão certo.
  • Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades.
  • Quando você abre a palma da mão percebe que nela cabe o universo inteiro.

Monja Coen

  • Que minhas ações, palavras e pensamentos possam beneficiar o maior número de seres.
  • Se a paz não começar em mim, não começará. Se eu levantar a bandeira da paz em desafio, não será paz. É preciso erguer as bandeiras brancas com o coração de harmonia, respeito, compaixão.
  • Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada. Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
  • Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
  • Ser zen é ser livre e saber os seus limites. Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar. Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
  • Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
  • Ser zen é morrer. Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniquidade. Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
  • Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo.
  • Somos o resultado das circunstâncias da existência. Não só da genética que herdamos, como do processo intrauterino (dentro do útero), quanto ao processo de nascimento e das experiências que passamos.
  • Somos o tempo. Somos o tempo vida. Somos o tempo morte. A vida tem começo, meio e fim. A morte tem começo, meio e fim. A vida é um processo em si mesma. A morte é um processo em si mesma.
  • Temos uma tendência muito grande de olhar defeitos e faltas. Começa a olhar as suas qualidades, no que que você tem de bom. O que é bom em você? O que que você faz que beneficia a si e aos outros? E onde é que está faltando?
  • Vou fazer o meu melhor hoje, procurar a excelência em mim mesma. Hoje é um dia excelente para que eu descubra meu potencial de vida e o use sem desperdício e sem excessos.

Monja Coen

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